Tiago FonsecaVIEW PROFILE →
Festival de Veneza 2026: Danny Boyle abre a Mostra e o cinema mundial invade o Lido
De 2 a 12 de setembro, o Festival de Veneza volta a transformar o Lido no centro do cinema mundial, com Danny Boyle na abertura e grandes nomes de Hollywood na competição.
Setembro é, para os amantes do cinema, sinónimo de Veneza, e a edição de 2026 do festival mais antigo do mundo volta a transformar a ilha do Lido no epicentro da sétima arte, entre 2 e 12 de setembro, com um programa que promete dar muito que falar.
Mais do que uma simples mostra de filmes, Veneza tornou-se ao longo dos anos a verdadeira porta de entrada para a temporada de prémios, o palco onde muitas das obras que dominarão a conversa cinematográfica dos meses seguintes são reveladas ao público pela primeira vez.
Danny Boyle abre a festa
A honra de abrir esta edição coube ao realizador britânico Danny Boyle, que apresenta o seu novo filme, uma cinebiografia intitulada Ink, na qual o ator Guy Pearce dá corpo à figura controversa do magnata dos media Rupert Murdoch.
A escolha de um filme sobre o poder e a influência da imprensa como abertura não é inocente, pois toca num tema profundamente atual, o do papel dos grandes grupos mediáticos na forma como vemos e compreendemos o mundo à nossa volta.
Boyle, um realizador conhecido pela sua energia visual e pela capacidade de reinventar géneros, é uma aposta segura para dar o pontapé de saída a um festival que gosta de misturar o prestígio dos autores com o brilho das grandes estrelas.
Uma competição de peso

A competição principal desta edição reúne nomes de enorme craveira, com novos trabalhos assinados por realizadores como Martin McDonagh, Florian Zeller e o veterano Werner Herzog, garantindo desde já debates acesos entre a crítica especializada.
A secção dedicada ao documentário promete igualmente momentos fortes, com destaque para uma obra sobre a reunião da banda Oasis e para o há muito aguardado documentário de Alex Gibney sobre o empresário Elon Musk, duas figuras que geram fascínio e polémica.
Quanto ao glamour, o Lido não vai ficar mal servido, já que se esperam nas passadeiras nomes como Robert Pattinson, Penélope Cruz e Alicia Vikander, além da presença muito comentada dos irmãos Noel e Liam Gallagher, dos Oasis.
O que está em jogo
A presidir ao júri da competição principal está a atriz e realizadora norte-americana Maggie Gyllenhaal, a quem caberá a difícil missão de liderar a escolha do vencedor do Leão de Ouro, o mais cobiçado galardão do certame.
Para os filmes selecionados, uma boa receção em Veneza pode significar muito mais do que prestígio, funcionando muitas vezes como um trampolim decisivo rumo às grandes cerimónias de prémios que se seguem ao longo do outono e do inverno.
No fim, é essa mistura única de arte e indústria, de autores exigentes e estrelas mundiais, que faz de Veneza um acontecimento incontornável, e a edição de 2026 parece ter todos os ingredientes para voltar a marcar o calendário do cinema.






